Quem é Alexandre Luiz Rodrigues Alves
Relato pessoal de Oscar sobre a chegada de Alexandre ao Condomínio Ecológico Parque do Mirante, a convivência inicial e os acontecimentos posteriores envolvendo a administração condominial.
A chegada de Alexandre ao condomínio e os acontecimentos posteriores
Alexandre Luiz Rodrigues Alves chegou ao Condomínio juntamente com seu amigo Paulo Gabeto, e ambos foram morar na mesma rua em que eu morava, a Rua da Integração.
Logo nos tornamos amigos e, como trabalhávamos na Esplanada dos Ministérios, até revezávamos a carona para o trabalho. Cada dia íamos no carro de um.
Frequentávamos, sem maiores problemas, a casa um do outro. Quando Alexandre não tinha compromissos em Unaí, cidade onde morava sua mãe e onde ele dava aulas na faculdade local, ele frequentava os churrascos que eu promovia de vez em quando em minha residência.
Alexandre era formado em Advocacia, dava aulas de Ética na Faculdade de Unaí e, após sua chegada ao Condomínio, tornou-se Analista Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
Eu já havia sido subsíndico, presidente do Conselho Fiscal, membro da Comissão de Obras do Condomínio e presidente das comissões que elaboraram a Convenção, o Regimento Interno e as Normas de Ocupação do Condomínio. Por esse histórico, era considerado um candidato natural ao cargo de síndico nas eleições de 2008, quando descobri que tinha uma doença.
Fiquei com receio de me candidatar e não poder exercer o mandato em sua plenitude, em virtude do tratamento a que iria me submeter. Por isso, considerei que, pelas suas qualificações, Alexandre poderia ser um bom candidato.
Divergências posteriores
Com o passar do tempo, no entanto, surgiram divergências em relação às bandeiras que, segundo minha visão, haviam sido defendidas durante aquele período.
O condomínio já possuía vários lotes em carteira, provenientes de negociações com outros condôminos. Para mim, essa era uma regra importante, pois, como presidente do Conselho Fiscal em outras oportunidades, participei de negociações para que o Condomínio assumisse lotes de condôminos inadimplentes, conforme pode ser visto em ata anexa.
O Lote 159 iria para leilão para pagamento de dívidas do Condomínio. Porém, conforme estipulado na plataforma de campanha para as eleições do Condomínio, inclusive na chapa perdedora das eleições de julho de 2008, o objetivo de vários moradores era criar uma carteira de lotes que poderiam ser vendidos futuramente, facilitando o pagamento das despesas de calçamento do Condomínio.
Diante disso, surgiram questionamentos sobre o motivo pelo qual Alexandre teria acertado a venda do Lote 159 com Edna de Cássia Carmelio.
Se o objetivo era retirar o lote do leilão judicial, por que não possibilitar que João, José, Maria, Renata, Francisco ou qualquer outra pessoa também tivesse acesso ao lote? Por que Edna?
Também surgiram questionamentos sobre a mudança de postura de Toni Duarte, que, durante o mandato de Alexandre, havia feito críticas a ele e, posteriormente, passou a ficar ao seu lado e a atacar Oscar.
Outro ponto questionado foi a decisão de destituir a chapa e convocar eleições para uma nova administração de apenas quatro meses, considerando que o Conselho de Administração é composto por oito pessoas justamente para evitar a vacância do cargo.
Quanto custaria um lote de 750 m², mesmo em período de crise? Na visão do autor, Alexandre possibilitou que Edna adquirisse um lote com construção, cujo valor real seria muito superior ao valor pelo qual foi adquirido.
É evidente que, se eu assumisse a administração, iria rever os atos praticados por Alexandre. No entanto, segundo minha percepção, parte da comunidade ficou ao lado de Alexandre e Toni Duarte.
Este relato apresenta minha visão sobre os acontecimentos e sobre a forma como parte da comunidade do Parque do Mirante reagiu ao que Toni Duarte falava e escrevia.
