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O Lote 159

Relato de Oscar sobre o Lote 159 do Condomínio Ecológico Parque do Mirante, sua estrutura, a negociação realizada e os questionamentos levantados sobre o caso.

O Lote 159 e os questionamentos sobre sua negociação

Veja abaixo o Lote 159 do Condomínio Ecológico Parque do Mirante.

Não se tratava apenas de um lote

Veja que não se tratava apenas de um lote.

O Condomínio Ecológico Parque do Mirante foi projetado para ter 359 lotes, sendo que as dimensões da maioria deles são de 20 x 30 metros.

Apenas os lotes de esquina são diferentes, e o Lote 159 possui 750 metros quadrados, ao invés de 600 metros quadrados como a maioria dos outros lotes.

Além disso, o Lote 159 já possuía uma construção de uma casa com três quartos, suíte e banheiro, na laje, faltando apenas o telhado. Na realidade, não era apenas um lote, mas um lote com uma casa já existente no terreno.

A ida do lote a leilão

O Lote 159 iria a leilão para cobrir valores devidos ao Condomínio pelo antigo proprietário.

Porém, no dia do leilão, segundo o relato original, o então síndico do Condomínio, Alexandre Luiz Rodrigues Alves, valendo-se também de sua formação em Advocacia, compareceu ao Juizado, destituiu o advogado do Condomínio e assumiu, apenas para esta ação, a representação jurídica do Condomínio.

Em seguida, negociou o lote com a condômina Edna de Cássia Carmelio pelo valor de R$ 39.208,75, da seguinte forma:

30%, correspondentes a R$ 11.762,63, à vista.

O restante, no valor de R$ 27.446,12, acrescido de juros de 6%, correspondentes a 1% ao mês, perfazendo o montante de R$ 29.092,89, dividido em seis parcelas fixas, mensais e sucessivas de R$ 4.848,82.

Veja aqui o documento da negociação.

Veja aqui a procuração que o síndico Alexandre passou para ele mesmo assumir como advogado do Condomínio neste caso.

Questionamentos do autor

Diante desses fatos, ficam alguns questionamentos.

Por que Alexandre escolheu Edna para assumir a dívida do lote e ficar com o Lote 159?

Se o objetivo era retirar o lote do leilão judicial, por que não possibilitar que outros moradores ou interessados também tivessem acesso à oportunidade?

Você considera isso normal?

O que eu, como subsíndico, deveria fazer diante dessa situação: concordar ou discordar, uma vez que nem sequer fui consultado?

E qual teria sido o papel de Toni Duarte nesse episódio?

Por que ele apoiou Edna e Alexandre nesse caso, se antes fazia críticas constantes à administração de Alexandre desde o início do mandato?

Segundo minha avaliação, somente o Lote 159, sem considerar a construção existente, já valeria, naquela época, cerca de R$ 250.000,00.

Também fica a reflexão sobre a postura da comunidade diante do caso, especialmente quando passei a ser criticado por não concordar com a negociação.

Na visão do autor, este episódio precisa ser analisado juntamente com os documentos, registros e demais páginas relacionadas ao caso.